Vibrations Urbaines, retratos caóticos de Paris, Berlim e Nova York

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A passagem do tempo é um dos conceitos mais fascinantes que existem: quem nunca se viu em um minuto que pareceu durar uma hora e uma hora que pareceu durar um minuto?  É essa misteriosidade que envolve o tempo, somada a densidade populacional das grandes cidades, que o fotógrafo francês Laurent Dequick quis retratar em seu projeto fotográfico “Vibrations Urbaines“. Trata-se de uma reflexão sobre as cidades contemporâneas e a proliferação dos espaços urbanos como os conhecemos.

Ao justapor fotografias praticamente simultâneas, Laurent condensa imagens da mesma maneira que cidades condensam pessoas. Sua intenção é transmitir o frenesi temporal resultante do caos gerado por áreas urbanas. Com referências em Cubismo, Futurismo e Dadaísmo, seu trampo já passou por Paris,  Berlim e Nova York.

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A série fotográfica de Gwenaëlle Watrelos registra comportamento de visitantes em museus

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“É o espectador que faz a pintura”, Marcel Duchamp.

A frase acima serviu de inspiração para o projeto fotográfico Les Regardeurs, de Gwenaëlle Watrelos. A arquiteta e fotógrafa passeou pelos corredores do Museum of Modern Art e Metropolitan Museum of Art, em Nova York, capturando a relação de transeuntes com os quadros expostos em dois dos principais museus do mundo.

Para o Simplista, Watrelos disse que tratam-se de momentos roubados e espontâneos: “Eu gosto da cumplicidade existente entre a obra e o observador, algumas vezes há um desaparecimento do espectador dentro da imagem”. 

Há ainda o “fator anônimo”,  delicioso por dois motivos: a) porque nos posiciona dentro da fotografia, fazendo-nos pensar sobre nossas próprias relações com museus e galerias. b) porque nos obriga a interpretar a reação dessas personagens à arte  através de suas expressões corporais mais singelas: inclinadas de cabeça, mãos na cintura, braços cruzados, etc.

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A viagem de Chloe Gilstrap por Nova York vai roubar suas palavras

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Basta passar os olhos pelo portfólio da americana Chloe Gilstrap para perceber que a menina tem mesmo mão boa pra fotografia. Optando por utilizar uma câmera Yashica antiga, a fotógrafa registrou a última viagem que fez com sua irmã para Nova York em filme. Alternativa simultaneamente arriscada e criativa, que, neste caso, funciona maravilhosamente. O nome da série dá o tom de seu olhar interessante e temperado, “This Trip Stole My Words” (esta viagem roubou minhas palavras, em português). Sua estética transborda memórias que parecem ter sido encontradas no fundo de uma gaveta parada: como um tempo bom que, na verdade, acabou de acontecer.

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Cidades globais em escala nos pôsteres minimalistas de Yoni Alter

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Shapes of Cities” é um conjunto de pôsteres minimalistas criados pelo designer e diretor de arte israelita Yoni Alter. Suas criações passam por diferentes megalópoles do mundo ilustrando suas estruturas arquitetônicas mais famosas. Yoni teve a moral de calcular o tamanho em escala de cada monumento, por isso as imagens a seguir nos dão boa percepção das relações de altura e largura entre eles. São 14 cidades ao redor do mundo, incluindo Xangai, Nova York, Londres, Paris, Sidnei, Tóquio, entre outras. Observe.

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Meninas dançando balé clássico em cenários urbanos inusitados

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A australiana Lisa Tomasetti vem trabalhando com arte e fotografia há 23 anos. Seu mais recente trabalho é uma pesquisa sobre cinemática (da Física: movimento dos corpos) através da fotografia. Trata-se de uma coleção que captura a beleza e elegância de bailarinas quando retratadas em cenários urbanos ásperos. Lisa posa suas personagens nas posições clássicas do balé em ambientes rudes e inusitados para reforçar a dualidade entre o movimento delicado das meninas e o movimento alienado típico dos transeuntes de grandes cidades. As fotos a seguir foram feitas em Paris, Tóquio e Nova York.

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O que viu o fotógrafo sul-africano Paul Shiakallis em viagem pelos Estados Unidos?

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Há uma sagacidade e uma permissividade no olhar do sul-africano Paul Shiakallis sobre os Estados Unidos que só encontramos semelhantemente quando outros fotógrafos talentosos se propõe a viajar e ver pela primeira vez lugares desconhecidos. O que ele chama humildemente de “just snapshots” são uma série de imagens capturadas durante uma viagem de 6 semanas pelas cidades de Nova York, Arlington e Lancaster. Seu trabalho é focado no estilo de vida urbano e assume sua narrativa visual na realidade cosmopolita americana.

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