Fotografias coloridas inéditas do governo nazista alemão

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A emblemática revista americana Life anda revirando seus arquivos a procura de material jamais publicado. Ainda bem,  porque neste processo o pessoal encontrou essas raras  e impressionantes fotografias de um momento bastante conturbado da história da humanidade, o terceiro reich alemão.

As fotos a seguir foram capturadas por um dos fotógrafos pessoais de Hitler, Hugo Jaeger, e, por serem coloridas e inéditas, dimensionam como nunca o aspecto propagandista do governo do ditador. Apesar das imensas atrocidades que cometeu, é impossível não admirar-se com a mobilização de massas que o governo de Hitler promoveu. Se isto fica nítido para os olhares atuais, a mensagem que essas fotos promoviam na época não era em nada diferente: “Vejam, todos estão aqui. Venha conosco, ou seja deixado para trás (ou assassinado)”

Felizmente, a história provou que forças de resistência política mantiveram-se desalinhadas da filosofia nazista mesmo dentro da Alemanha, e no fim, nem toda essa multidão de gente representada de maneira poética e profundamente artística conseguiu levar os planos do terceiro Reich adiante.

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Bradley Hart injeta tinta acrílica em plástico-bolha num processo de pixelização de imagens

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Pixelização é um termo relativamente recente para a história da arte, seu precedente mais natural seria talvez o pontilhismo, que remete à corrente impressionista do final do século 19, quando alguns artistas começam a dizer que “as cores precisam ser justapostas, e não entre mescladas, cabendo ao observador a tarefa de reconstruir o tom desejado pelo pintor”.

Se optarmos por abordar a arte como um reflexo natural de um determinado momento histórico-social, faz apenas sentido que apareçam tantas expressões artísticas usando a pixelização nesses tempos de revolução tecnológica e excesso de consumo de imagens. Ainda assim, poucos trabalhos são tão surpreendentes quanto estes do artista plástico canadense Bradley Hart.

Usando seringas comuns, Bradley injeta porções de tinta acrílica em plástico-bolha, bolha por bolha, num trabalho infinitamente complexo, metódico e demorado. Vocês só acreditam…vendo? No final do post coloquei algumas fotos que ilustram seu processo criativo, que, eventualmente, para nosso alívio mental, envolve estourar as bolhas.

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Fotografias de estúdio mostram o estilo de vida sul-africano nos anos 60 e 70

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Entrar em um estúdio e pedir para ter seu retrato tirado por um profissional de fotografia foi um costume muito mais popular até meados da década passada, antes de a tecnologia digital baratear consideravelmente e tornar processos fotográficos lentos mais práticos e eficientes. As fotografias a seguir são de pessoas que entraram com vaidosas intenções no estúdio de Sukdeo Bobson Mohanlall na África do Sul durante a década de 60 e 70.

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O projeto histórico para a construção de uma Torre Eiffel em Londres

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Construída em 1889, a Torre Eiffel em Paris foi sucesso imediato: apenas em seu primeiro ano de vida ela arrecadou cerca de 200 mil libras esterlinas. Tendo isso em mente, alguns empresários ingleses propuseram a construção de uma Torre Eiffel em Londres. Ou pelo menos é isso que se verifica em um documento histórico elaborado em 1890, recentemente trazido à domínio público:

Levando em consideração a enorme popularidade da Torre Eiffel, e os consequentes benefícios econômicos para aqueles envolvidos em sua construção, não é nenhum exagero antecipar que em breve todos os principais países do mundo irão possuir sua versão da torre parisiense. O projeto de construção de uma magnífica torre em Londres rapidamente encontra o apoio de diversos capitalistas que se sentem convencidos que se o esquema for proposto adequadamente ao público, não encontrará grandes dificuldades em ser cumprido.

As ilustrações a seguir fazem parte de um catalogo de projetos arquitetônicos para a construção da tal Torre Eiffel na Inglaterra. Algumas propostas são variações divertidas da original, já outras parecem não ter sido feitas para esse planeta. De qualquer maneira, todos os desenhos parecem insistentemente apontar uma verdade absoluta:  estilo, ou você tem…

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As revistas ‘pulp fiction’ nas colagens de Nadine Boughton

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A artista plástica americana Nadine Boughton é conhecida no meio artístico por sua impetuosa coleção de foto-colagens de revistas pulp dos anos 50 e 60. Revistas Pulp são revistas contendo histórias de aventura e ficção científica (por exemplo) produzidas com papel de péssima qualidade que começaram a circular nos Estados Unidos meados de 1900. Daí o termo “pulp fiction” ser usado de forma conotativa para denominar narrativas literárias de qualidade inferior ou absurda (quem pensou na estética do filme homônimo de Quentin Tarantino merece medalhas, porque é isso mesmo).

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Helenismo e Space Invaders nas colagens de Oliver Payne

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Space Invaders é um jogo clássico de fliperama lançado no final da década de 1970. Helenismo é um período da história da Grécia que, como idealizou Alexandre, o Grande, pretendia difundir a cultura grega em territórios recém-conquistados da Ásia Central. Momentos distintos que entretanto se complementam de maneira curiosa nas colagens de Oliver Payne: ele justapõe elementos gráficos do jogo à fotografias de esculturas  do período histórico. Calha que tanto o jogo japonês, quanto as esculturas, representam tradição, histórias fantásticas, mundos desconhecidos, violência e conquistas territoriais.

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