Colagem, fotografia e ilustração na arte de Fabienne Rivory

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A artista Fabienne Rivory cria essas ilustrações/fotografias/colagens contendo cenas distintas que, quando recombinadas, soam como reflexos umas das outras. A aquarela colorida, inserida digitalmente, em contraste com o preto e branco das paisagens, surge para evocar sentimentos de nostalgia no observador. Afinal, apesar de desorientadas, há um aspecto familiar em cada figura, como uma memória de infância, distante mas viva.

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Vibrations Urbaines, retratos caóticos de Paris, Berlim e Nova York

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A passagem do tempo é um dos conceitos mais fascinantes que existem: quem nunca se viu em um minuto que pareceu durar uma hora e uma hora que pareceu durar um minuto?  É essa misteriosidade que envolve o tempo, somada a densidade populacional das grandes cidades, que o fotógrafo francês Laurent Dequick quis retratar em seu projeto fotográfico “Vibrations Urbaines“. Trata-se de uma reflexão sobre as cidades contemporâneas e a proliferação dos espaços urbanos como os conhecemos.

Ao justapor fotografias praticamente simultâneas, Laurent condensa imagens da mesma maneira que cidades condensam pessoas. Sua intenção é transmitir o frenesi temporal resultante do caos gerado por áreas urbanas. Com referências em Cubismo, Futurismo e Dadaísmo, seu trampo já passou por Paris,  Berlim e Nova York.

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O universo marginal erótico na fotografia de Mark Maggliori (NSFW)

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Mark Maggiori é um artista multi-talentoso: fotógrafo, pintor, ilustrador, escritor e roteirista. Com seu estilo único e marcante, seu trabalho vai lhe envolver em um universo ao mesmo tempo realista e onírico.

Profundamente inspirado pelas subculturas e atraído por minorias sociais, sua fotografia está constantemente ligada a ambientes marginalizados. Através de um erotismo pesado e composições brilhantes, Mark exalta uma beleza áspera em suas personagens sempre não-convencionais, em grande parte mulheres.

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O nu feminino debaixo d’água na fotografia de Caroline Mackintosh (NSFW)

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Um rio. Às vezes tudo o que a gente precisa é um rio. Assim inspira-te Caroline Mackintosh, que recentemente publicou essa maravilhosa série fotográfica nomeada “Thigh Deep“, em tradução livre: “Coxas Imersas”. Trata-se de um alegre mergulho de meninas nuas brilhantemente iluminadas pela luz do sol. Em cada foto há uma encantadora relação intimista cheia de liberdade entre partes do corpo delas e a natureza underwater.

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Munumentos do mundo levitando em fotomanipulações surrealistas

Torre Eiffel por Giuseppe Lo Schiavo

A série “Levitazione“, criada pelo fotógrafo italiano Giuseppe Lo Schiavo, é caracterizada por sua composição onírica inspirada pelo surrealismo. A realidade física é substituída pela realidade do pensamento, ou seja, há uma libertação das possibilidades criativas do inconsciente. Os monumentos escolhidos são facilmente reconhecíveis, e por isso evocam um tipo de  verdade aceitável que, por sua vez, é manipulada e subvertida em cenários impossíveis. E você? Quando vai liberar o potencial criativo do seu inconsciente a fim de alcançar níveis cognitivos que ultrapassam a realidade? Hein? Hein?

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Mike Brodie viajou 80 mil quilômetros documentando a vida de caroneiros em trens

É sempre através de uma pesquisa dedicada e muito pessoal que tenho selecionado o conteúdo constante neste blog. Esporadicamente me deparo com histórias tão interessantes e projetos tão maravilhosos que sinto como se minha mente fosse finalmente ceder à tentação e implodir numa atitude. Ao invés disso, tudo o que consigo dizer a mim mesmo é: mim mesmo, pronto, era isso que você estava tentando dizer.

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O estadunidense Mike Brodie começou a fotografar em 2004, quando encontrou uma câmera Polaroid no banco de trás do carro de uma amiga e acabou ganhando-a de presente. Ainda adolescente, ou por isso mesmo, Brodie era fascinado por comunidades de “caroneiros em trens“, ou seja: nômades/andarilhos que vivem suas vidas saltando de um lugar para o outro usando clandestinamente o transporte ferroviário americano.

Foi o que ele fez: com sua câmera na mochila entrou no primeiro trem com destino a felicidade e passou os quatro anos seguintes viajando 46 estados americanos. Após mais de 80 mil quilômetros de estrada, Mike trouxe para casa o precioso foto-documentário a seguir: um acervo riquíssimo sobre suas jornadas e as pessoas que conheceu no caminho.

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