Marika Hackman, uma nova voz para o folk

Marika Hackman_owenrichards_006_0

Marika Hackman tem apenas 20 anos e além de excelente cantora é modelo. Também pudera, Marika é indiscutivelmente linda e essa é a primeira coisa que você vai notar. Mas não é só por sua beleza que ela tem chamado a atenção da mídia: no meio musical Marika começa a despontar como uma nova voz para o, às vezes cansado, folk. Por enquanto são alguns singles envolventes e um mini-álbum bastante denso nomeado The Iron Tase, lançado em fevereiro desse ano.

A jovem musicista inglesa promete um caminho empolgante no mundo da música por não ter medo de experimentar e, principalmente, por fazer isso de maneira responsável e consciente, ou seja, sem descartar o que já existe e mesmo assim criando seus próprios e novos caminhos. A seguir 4 videoclipes e o mini-álbum completo.

Continuar lendo

O folktronik eclético de Ben McGarvey como Minute Taker

Somewhere Under Water 4

Ben McGarvey pode ser considerado um desses músicos excêntricos e, portanto, originais. Nascido no interior da Inglaterra, Ben começou a se interessar por música quando tinha 12 anos e entretanto, após breves lições de piano, resolveu largar as aulas e criar canções por sua própria conta e risco. Assim ele lançou, do porão de sua casa, seu primeiro disco em 2008.

Nomeado “Too Busy Framing“, o álbum arrancou elogios da crítica corrente, que comparou seus loops hipnóticos, solidão e imaginário existencial a um jovem Morrissey. Destaque para Lust, que utiliza sons de vídeos pornográficos gays para criar um ritmo orgânico.

Visto que Ben é do tipo de artista que cria a partir de muita pesquisa e dedicação, dá pra entender porque ele passou os últimos cinco anos longe dos estúdios. Apenas recentemente ele retornou a cena musical sob o pseudônimo de Minute Taker com o álbum Last Things em mãos.

Last Things chama a atenção por suas letras de cunho narcisista e  busca por autoconhecimento. Grande parte das músicas iniciam lentas e ganham força através de ganchos sonoros criados por uma franca variedade de instrumentos (e não-instrumentos) que se misturam no decorrer de cada faixa. Não tivesse sido denominado como folktronica, estilo que mistura elementos sonoros folclóricos e eletrônicos, poderíamos dizer que seu som é eclético. Não foi feito para agradar todos os ouvidos, mas a possibilidade de que acabe agradando o seu é alta.

Continuar lendo

A Tailândia através da música de Sondi Sodsai

Sondi Sodsai

Sondi Sodsai nasceu filha de professor de biologia em 1934 e começou a se envolver com as artes em Banguecoque ainda bem jovem. Em 1959, ela vence o Miss Tailândia e viaja aos Estados Unidos para participar do Miss Universo. Apelidada de “a menina de cara feliz”, ela perde a competição principal para a japonesa da vez, contudo ganha o título de Miss Simpatia: o prêmio inclui uma bolsa para estudar Artes Dramáticas na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA). Após participar de alguns seriados de TV americanos e antes de voltar ao seu país de origem para se tornar chefe do Departamento de Artes na Universidade de Banguecoque, ela grava um disco em parceria com o pai da música Exotica, Martin Denny.

Continuar lendo

A música da banda irlandesa The Young Folks une instrumentos inusitados

Se tem uma coisa que irlandês sabe fazer, além de beber, é música. O grupo The Young Folk, meio indie, meio alternativo, meio bossa nova e rock’n roll, está ficando cada vez mais popular lá na terra dos duendes e das esmeraldas. As músicas têm uma união interessante de instrumentos (por vezes) inusitados, como bandolins e flautas, garantindo uma melodia que agrada a vários tipos de ouvidos, além, é claro, de letras bem trabalhadas. Formada por Anthony Furey (vocais e guitarra), Paul Butler (vocais e piano), Karl Hand (bateria e percussão), Tony McLoughlin (baixo e bandolim) e Karen Hickey (violino e flauta), a banda está entre as mais queridinhas da Irlanda e de alguns outros países da Europa. Altamente recomendável!

(Texto: Daiana Geremias)