O documentário “A Caminho da Copa” aborda o impacto social causado por megaeventos no Brasil

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O documentário brasileiro A Caminho da Copa foi desenvolvido pelo Ponto de Mídia Livre Pólis Digital, uma plataforma colaborativa de produção para mídias livres que trata de temas urbanos relevantes sob um contexto global.

O filme aborda opiniões diversas sobre o impacto que a preparação de megaeventos, como Copa do Mundo e Jogos Olímpicos, têm no cotidiano de moradores de comunidades carentes em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Foram ouvidos desde intelectuais como Raquel Rolnik (relatora especial da ONU para o direito à moradia adequada), interessados políticos como Juca Kfouri (deputado federal e formulador da Lei Geral da Copa) , até os próprios moradores, vítimas diretas da “limpeza social” que o governo se propôs a fazer no sentido de abrilhantar a vitrine brasileira para estrangeiros e mídia internacional. Ver pra crer.

Poder e Responsabilidade, interferências gráficas consideram super-heróis protegendo SP

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A arte sempre andou ao lado de tudo aquilo que transgride o cotidiano, reestrutura o pensamento e, principalmente,  reflete algum momento histórico-social importante. As manifestações que tiveram início em São Paulo como parte de um movimento contra o aumento da tarifa de ônibus, finalmente tomam conta do Brasil e envolvem a população em um sentimento de que é preciso sair às ruas e lutar por um futuro mais digno à nação.

Tomado por esse espírito revolucionário, Poder e Responsabilidade é uma série de interferências gráficas produzidas pelos publicitários brasileiros Alessandro Trimarco e Paulo Eugênio. O conjunto considera a participação de super-heróis nas manifestações brasileiras. Eles, que  surgiram como fugas emocionais daqueles que viviam à crise de 1929 nos Estados Unidos,  chegam aos protestos em São Paulo para defender o povo do abuso praticado pela polícia.

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Um estudo de similaridades genéticas entre familiares no projeto fotográfico de Ulric Colette

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Portraits Génétiques é um projeto fotográfico criado por Ulric Colette com o intuito de estudar as similaridades genéticas entre duas pessoas de uma mesma família. Para isso, o fotógrafo canadense espelhou em apenas um os retratos de irmãos e irmãs, pais e filhas, mães e filhas, etc. Enquanto alguns são a cara de um focinho do outro, em outros casos são justamente as diferenças que chamam a atenção de quem observa. Não apenas as genéticas, mas também notáveis diferenças de personalidade. Já nas imagens em que o gap geracional é maior,  podemos analisar o poder que o tempo exerce sob nossas características físicas. Confira.

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Alice X. Zhang e suas ilustrações inspiradas em filmes

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Quem Quer Ser um Milionário? (2008)

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Pulp Fiction (1994)

A designer e ilustradora digital americana Alice X. Zhang conquistou as características realistas de seu traço através da repetição. São dezenas de ilustrações em seu perfil na comunidade artística DeviantArt, a maioria retratos de personagens de cultura pop que exigiram mais de 4 horas no Photoshop para serem feitos. Em um recente projeto pessoal, Alice produziu essas ilustrações de temática cinematográfica. A bela série passa por filmes clássicos, artísticos, indies e blockbusters. Confira.

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Antes que tu conte outra, o novo disco dos gaúchos do Apanhador Só

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É comum que artistas que produzem bons discos em suas estreias não consigam manter aquela boa intenção inicial após cair nas mãos da indústria musical, exemplos vão do rock ao samba. É justamente sobre esse conflito entre produtora e artista que parece falar a música “Mordido”, que abre o novo álbum da banda Apanhador Só: Antes que tu Conte Outra. A faixa é pesada, nervosa, honesta e, aparentemente, assim como a capa do disco (acima), dá o tom desse novo trabalho.

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A inacreditável arte de rua com ilusão de ótica de Felice Varini

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A arte de rua do renomado artista suíço Felice Varini não foi feita para pessoas céticas, é preciso ter fé para aceitar um trabalho assim: inacreditavelmente bem-feito. Isso porque quem vê suas paredes através de fotografias jura-de-pé-junto que trata-se de photoshop o que são, na verdade, ilusões de ótica anamórficas imensas.

Desde o fim da década de 70, Felici desenvolve essas composições geométricas urbanas com intuito de redefinir espaços tridimensionais a ponto de nos fazer questionar nossa própria visão. Formas simples como círculos, quadrados e triângulos se juntam através de cores vibrantes para distorcer nossa percepção de realidade. Que delícia.

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